terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Discurso de Bill Gates na Harvard, 2007



discurso em harvard de bill gates
Rose Lincoln/Harvard Staff Photographer

Transcrição do discurso de Formatura em Harvard, 7 de junho de 2007, realizado por Bill Gates, ex-estudante da instituição. Bill não terminou o seu curso, pois largou a faculdade para se dedicar à Microsoft, empresa que fez dele o homem mais rico do mundo - posto que mantém até hoje. No final do post você poderá ver um vídeo da ocasião.





Discurso


Presidente Bok, ex-Presidente Rudenstine, novo Presidente Faust, membros da Corporação Harvard e do Conselho de Supervisores, membros da faculdade, pais, e especialmente, os formandos:

Eu esperei mais de 30 anos para dizer isso: "Pai, eu sempre lhe disse que voltaria aqui e pegaria minha graduação."

Eu quero agradecer a Harvard por essa honra. Eu estarei mudando de emprego no ano que vem... e será bom ter finalmente um diploma de faculdade no meu currículo.

Eu aplaudo os graduados por terem pego uma rota muito mais direta para suas graduações. De minha parte, eu estou feliz que o Crimson me chamou de "o desistente de Harvard mais bem sucedido". Eu acho que isso faz de mim o orador da minha classe em especial... Eu fiz o melhor entre todos que falharam".

Mas eu também gostaria de ser reconhecido como o cara que fez com que Steve Ballmer largasse a faculdade de Administração de Empresas. Eu sou uma má influência. É por isso que eu fui convidado para falar na sua graduação. Se eu tivesse falado na sua orientação, menos de vocês poderiam estar aqui hoje.

Harvard foi uma experiência fenomenal para mim. A vida acadêmica era fascinante. Eu costumava sentar em várias classes de aulas que eu nem tinha me matriculado. E a vida no dormitório era formidável. Eu vivi em Radcliffe, na Currier House. Sempre haviam muitas pessoas tarde da noite discutindo coisas no meu dormitório, pois sabiam que eu não me importava em levantar de manhã. Foi assim que me tornei o líder de um grupo anti-social. Nós nos agarrávamos uns aos outros  como uma forma de validar nossa rejeição por todas aquelas pessoas sociáveis.

Radcliffe era um lugar ótimo para se viver.  Haviam mais mulheres lá, e a maioria dos caras era do tipo ciência-matemática. Essa combinação me ofereceu as melhores oportunidades, se é que vocês me entendem. Ali eu aprendi a triste lição que a melhora das suas oportunidades não lhe garante sucesso.

Uma das minhas maiores memórias de Harvard veio de Janeiro de 1975, quando eu fiz uma ligação de Currier House para uma companhia em Albuquerque, no Novo México, que tinha começado a fabricar os primeiros computadores pessoais do mundo. Eu me ofereci para vendê-los o software.

Eu me preocupei que eles poderiam perceber que eu era apenas um estudante e então me dispensassem. Em vez disso eles disseram: "Não estamos prontos ainda, procure-nos em um mês", o que foi uma boa coisa, porque nós não tínhamos feito o software ainda. A partir daquele momento, eu trabalhei dia e noite nesse pequeno projeto de crédito extra que marcou o fim da minha educação universitária e o começo de uma notável jornada pela Microsoft.

O que eu me lembro de Harvard acima de qualquer coisa era de estar no meio de tanta energia e inteligência. Isso pode ser empolgante, intimidador, às vezes até desanimador, mas sempre é desafiador. Foi um prazer extraordinário, e embora eu tenha a deixado cedo, fui transformado pelos meus anos em Harvard, pelos amigos que fiz, e pelas ideias que trabalhei.

Mas agora olhando seriamente para trás... eu tenho um grande arrependimento.

Eu deixei Harvard sem ter consciência das terríveis desigualdades desse mundo - as pavorosas disparidades de saúde, de riqueza, e de oportunidades, que condenam milhões de pessoas a uma vida de desespero.

Eu aprendi muito aqui em Harvard sobre as novas ideias na economia e na política. Eu fui amplamente exposto aos maiores avanços que estavam sendo realizados nas ciências.

Mas os maiores avanços da humanidade não estão nessas descobertas - e sim em como essas descobertas são aplicadas para reduzir a desigualdade. Seja através da democracia, uma forte educação pública, um sistema de saúde de qualidade, ou de ampla oportunidade econômica, reduzir a desigualdade é a maior realização humana.

Eu deixei o campus sabendo pouco sobre os milhões de jovens renegados de oportunidades educacionais aqui nesse país. E eu não sabia nada sobre os milhões de pessoas que vivem em indizível pobreza e doença em países desenvolvidos.

Levei décadas para descobrir isso.

A graduação de vocês em Harvard acontece em um tempo diferente. Vocês sabem mais sobre as desigualdades do mundo do que a classe da qual eu vim. Nos seus anos aqui, eu espero que vocês tenham tido a chance de pensar como - nesses anos de acelerado avanço tecnológico - nós finalmente podemos assumir essas desigualdades, e como podemos resolvê-las.

Imagine, apenas a fim da discussão, que vocês tenham algumas horas na semana e alguns dólares no mês para doar a uma causa, e vocês querem gastar esse tempo e dinheiro onde ele terá mais impacto salvando e melhorando vidas. Onde vocês deveriam gastá-los?

Para Melinda e para mim, o desafio é o mesmo: como nós poderemos fazer o máximo pelo maior número com os recursos que nós temos.

Durante nossa discussão sobre essa questão, Melinda e eu lemos um artigo sobre milhões de crianças que estão morrendo todo ano em países pobres de doenças que há muito tempo são inofensivas nesse país. Sarampo, malária, pneumonia, hepatite B, febre amarela. Uma doença da qual eu nem mesmo tinha ouvido falar, rotavírus, estava matando meio milhão de crianças todo ano - nenhuma delas nos Estados Unidos.

Nós ficamos chocados. Nós acabamos por assumir que se milhões de crianças estavam morrendo e elas poderiam ser salvas, o mundo deveria ter como prioridade descobrir e entregar os medicamentos para eles. Mas ele não tinha. Por menos de um dólar, haveriam intervenções que poderiam salvar vidas que simplesmente não estavam recebendo auxílio.

Se vocês acreditam que toda vida tem valor igual, é revoltante aprender que algumas vidas são vistas como se valesse a pena salvá-las, e outras não. Dizemos para nós mesmos: "Isso não pode ser verdade. Mas se for verdade, isso deve ser a prioridade da nossa doação".

Então começamos nosso trabalho do mesmo jeito que qualquer um aqui deveria começar. Nós perguntamos: "Como o planeta pode deixar essas crianças morrerem?"

A resposta é simples e severa. O mercado não recompensa por salvar essas crianças, e o governo não subsidia isso. Então as crianças morreram porque suas mães e seus pais não tiveram poder no mercado nem voz no sistema.

Mas vocês e eu temos ambos.

Nós podemos fazer as forças de mercado trabalharem mais para o pobre se pudermos desenvolver um capitalismo mais criativo - se pudermos expandir o alcance das forças do mercado então mais pessoas poderiam lucrar, ou pelo menos ganhar a vida, ajudando as pessoas que estão sofrendo com enormes desigualdades. Também podemos pressionar os governos do mundo inteiro a gastarem o dinheiro do contribuinte de uma maneira que reflita os valores das pessoas que pagam os impostos.

Se pudermos encontrar abordagens que satisfaçam as necessidades de maneira que gerem lucro para os negócios e votos para os políticos, nós teremos encontrado uma maneira sustentável de reduzir a desigualdade no mundo.

Esta tarefa está em aberto. E jamais poderá ser finalizada. Mas o esforço da consciência para responder a esse desafio mudará o mundo.

Sou otimista com a ideia de que nós podemos fazer isso, mas eu falo para os céticos que alegam que não há esperança. Eles dizem: "A desigualdade está conosco desde o começo, e estará conosco até o final - porque as pessoas simplesmente ... não ... se importam."

Eu discordo completamente.

Eu acredito que nós temos tanta caridade que não sabemos o que fazer com ela.

Todos nós aqui nesse ambiente, uma vez ou outra, vimos tragédias humanas que nos quebraram o coração, e mesmo assim não fizemos nada - não porque não nos importamos, mas porque não sabíamos como fazer. Se nós soubéssemos como ajudar, nós deveríamos ter agido.

A barreira para a mudança não é a pouca caridade; é a muita complexidade.

Para colocar a caridade em ação, nós precisamos ver o problema, ver a solução,  e ver o impacto. Mas a complexidade bloqueia os três passos.

Mesmo com o advento da internet e das notícias 24 horas, ainda é um empreendimento complexo fazer com que as pessoas realmente enxerguem o problema. Quando um avião cai, os oficiais imediatamente chamam uma coletiva de imprensa. Eles prometem investigar, determinar a causa, e prever acidentes similares no futuro.

Mas se os oficiais fossem brutalmente honestos eles deveriam dizer: "De todas as pessoas no mundo hoje que morreram de causas evitáveis, metade de um porcento estava nesse avião. Nós faremos de tudo para resolver o problema que tirou a vida de metade de um porcento".

O problema maior não é o acidente de avião, mas as milhões de mortes evitáveis.

Nós não lemos muito sobre essas mortes. A mídia cobre o que é novidade - e milhões de pessoas morrendo não é novidade. Então isso fica num plano de fundo, onde é mais fácil ignorá-lo. Mas mesmo quando nós vemos isso ou lemos sobre isso, é difícil mantermos nossos olhos no problema. É duro olhar para um sofrimento se o problema é tão complexo que nós não sabemos como ajudar. Então desviamos o olhar.

Se conseguimos finalmente ver o problema, o que é o primeiro passo, chegamos ao segundo passo: cortamos fora a complexidade para achar a solução.

Encontrar soluções é essencial se nós queremos fazer o máximo de nossa caridade. Se temos respostas claras e comprovadas, a qualquer momento uma organização ou indivíduo perguntará "como eu posso ajudar?", então podemos agir - e nós podemos ter a certeza que nenhuma caridade no mundo é desperdiçada. Mas complexidade torna difícil criar um caminho para todos os que se importam - e isso torna a caridade difícil de chegar ao objetivo.

Atravessar a complexidade para achar a solução atravessa quatro fases previsíveis: determinar um objetivo, encontrar a abordagem de maior impacto, descobrir a tecnologia ideal para essa abordagem, e ao mesmo tempo, fazer a mais inteligente aplicação da tecnologia que vocês já têm - seja algo sofisticado, como uma droga, ou algo simples, como um mosquiteiro.

A epidemia da AIDS oferece um exemplo. O maior meta, é claro, é acabar com a doença. A abordagem de mais alta influência é a prevenção. A tecnologia ideal deveria ser que desse imunidade pelo vida toda em uma única dose. Então governos, companhias de medicamentos, e fundações financiariam pesquisas de vacinas. Mas seu trabalho é propenso a levar mais de uma década, e enquanto isso, deveríamos trabalhar com o que temos nas mãos - e a melhor abordagem de prevenção que nós temos agora é fazer com que as pessoas evitem comportamentos de riscos.

Perseguindo esse objetivo começa-se o ciclo dos quatro passos novamente. Esse é o modelo. O ponto crucial é nunca parar de pensar e trabalhar, e nunca fazer o que fizemos com a malária e a tuberculoso no século 20, que foi render-se à complexidade e desistir.

O último passo - depois de ver o problema e encontrar uma abordagem - é medir o impacto do seu trabalho e compartilhar seus sucessos e falhas para que outros aprendam do seu esforço.


Vocês terão que ter as estatísticas, é claro. Vocês terão que estarem aptos para mostrar que um programa está vacinando milhões de crianças a mais. Vocês terão que estarem aptos para mostrar o declínio no número crianças morrendo por aquelas doenças. Isso é essencial não apenas para melhorar o programa, mas também para ajudar a atrair mais investimentos dos negócios e do governo.


Mas se vocês querem inspirar pessoas a participar, vocês terão que mostrar mais que números; vocês terão que transmitir o impacto humano do trabalho - então as pessoas poderão sentir o que salvar uma vida significa para as famílias afetadas.


Lembro-me de ir a Davos alguns anos atrás e a uma sessão num painel de saúde global que discutia maneiras de salvar milhões de pessoas. Milhões! Pense na emoção de salvar apenas a vida de uma pessoa - então multiplique isso por milhões... No entanto, esse foi o mais entendiante painel que eu jamais fui - jamais. Tão entendiante que eu não podia nem mesmo beber.

O que fez aquela experiência especialmente impressionante foi que eu tinha acabado de chegar de um evento onde nós introduzimos a versão 13 de alguma parte de software, e tínhamos pessoas pulando e gritando com entusiasmo. Eu adoro deixar as pessoas animadas por um software - mas por que nós não podemos gerar até mais animação para salvar vidas?

E vocês não podem deixar as pessoas animadas até que ajude-as ver e sentir o impacto. E como vocês fazem isso - é uma questão complexa.

Mesmo assim, eu sou otimista. Sim, a desigualdade está conosco desde sempre, mas as novas ferramentas que nós temos para atravessar a complexidade não estavam conosco desde sempre. Elas são novas - e elas podem ajudar-nos a fazer o máximo com nossa caridade - e é por isso que o futuro pode ser diferente do passado.

As contínuas inovações tecnológicas da nossa era - biotecnologia, o computador, a internet - nos dão a chance que nunca tivemos antes para acabar com a extrema pobreza e com as mortes por causas evitáveis.

Sessenta anos atrás, George Marshall veio à formatura aqui e anunciou um plano para ajudar as nações da Europa pós-guerra. Ele disse: "Eu acho que a única dificuldade é que o problema é tão complexo que a grande pilha de fatos apresentados para o público pela imprensa e o pelo rádio torna excessivamente dificultoso para o homem comum ter a clara noção da situação. É virtualmente impossível, a essa altura, compreender o real significado dessa situação."

Trinta anos depois de Marshall fazer seu discurso, como minha turma formou-se sem mim, a tecnologia estava emergindo para fazer o mundo menor, mais aberto, mais visível, menos distante.

O surgimento do computador pessoal de baixo custo fez com que ascendesse uma rede poderosa que mudou as oportunidades de aprender e se comunicar.

A coisa mágica sobre essa rede não é apenas ela ter desmoronado as distâncias e transformado todo mundo em seu vizinho. Ela também aumentou dramaticamente o número de mentes brilhantes que trabalham no mesmo problema - e isso eleva a taxa de inovação a uma escala impressionante.

Ao mesmo tempo, para cada pessoa no mundo que possui acesso a essa tecnologia, cinco não possuem. Isso significa que muitas mentes criativas estão caindo fora dessa discussão - pessoas inteligentes com inteligência prática e experiência relevante, que não têm a tecnologia para afiar seus talentos e contribuírem ao mundo com suas ideias.

Nós precisamos que tantas pessoas quanto possível tenham acesso a essa tecnologia, porque esses avanços estão desencadeando uma revolução na maneira que os seres humanos ajudam o próximo. Os avanços estão tornando possível não apenas aos governos nacionais, mas também para as universidades, as corporações, organizações pequenas, e até mesmo indivíduos a ver problemas, ver abordagens, e medir o impacto de seus esforços para resolver a fome, a pobreza, e o desespero do qual falou George Marshall 60 anos atrás.

Membros da Família Harvard: aqui nesse jardim está uma das grandes coleções de talentos intelectuais do mundo.

Para quê?

Não há duvida que os docentes, os alunos, ex-alunos, e benfeitores de Harvard têm usado seu poder para melhorar a vida das pessoas aqui e em todo o mundo. Mas nós podemos fazer mais? Poderá Harvard dedicar seu intelecto para melhorar a vida das pessoas que nem ao mesmo ouvirão seu nome?

Deixem-me fazer um pedido aos decanos e aos professores - os líderes intelectuais aqui de Harvard: Como vocês contratam novos docentes, recompensam a posse, reveem o currículo, e determinam os requerimentos de grau, por favor perguntem para vocês mesmos:

Deveriam nossas melhores mentes estarem dedicadas a solucionar nossos problemas?

Deveria Harvard encorajar os docentes a tomar partido das piores desigualdades do mundo? Deveriam os estudantes de Harvard aprenderem sobre a imensidão da pobreza global ... o predomínio da fome mundial ... a escassez da água limpa ... as garotas mantidas fora da escola ... as crianças que morrem de doenças que não podemos curar?

Deveriam as pessoas mais privilegiadas do mundo aprender sobre a vida dos maiores desprivilegiados do mundo?

Essas não são perguntas retóricas - vocês irão respondê-las de acordo com suas próprias políticas.

Minha mãe, que foi tomada de orgulho no dia em que fui admitido aqui - nunca deixou de me pressionar para fazer mais pelos outros. Uns dias antes do meu casamento, ela organizou um evento nupcial, no qual leu em voz alta uma carta sobre casamento que ela tinha escrito para Melinda. Minha mãe estava muito doente de câncer naquela época, mas ela viu mais uma oportunidade de entregar sua mensagem, e no fim da carta, ela disse: "Daqueles a quem muito é dado, muito é esperado."

Quando vocês considerarem aqueles aqui nesse jardim que receberam muito - em talento, privilégio, e oportunidade - quase não existe limite do que o mundo tem direito de esperar de nós.

Alinhado com o compromisso dessa idade, eu quero estimular cada um dos graduados aqui para tomar partido de uma questão - um problema complexo, a profunda desigualdade, e se tornar especialista nisso. Se vocês fizerem disso o foco de sua carreira, será fenomenal. Mas vocês não precisam fazer isso para criar impacto. Com algumas horas por semana, vocês podem utilizar o poder crescente da internet para estar informado, encontrar outros com o mesmo interesse, ver as barreiras, e encontrar maneiras de cortá-las fora. 

Não deixe a complexidade parar você. Seja ativo. Tome partido das grandes desigualdade. Isso será uma das maiores experiências da sua vida.

Vocês estão graduando em uma época maravilhosa. Assim que saírem de Harvard, vocês terão à disposição uma tecnologia que membros da minha classe nunca tiveram. Vocês têm a noção das desigualdades do mundo que nós não tivemos. E com essa noção, vocês provavelmente também terão uma consciência informada que irá lha atormentar se vocês abandonarem essas pessoas cujas vidas vocês poderiam mudar com apenas um pequeno esforço.

Vocês possuem mais do que possuíamos; e deverão começar mais cedo, e continuar por mais tempo.

Sabendo o que vocês sabem, como vocês não conseguiriam?

E eu espero que vocês voltem aqui para Harvard daqui a 30 anos e reflita sobre o que vocês fizeram com seu talento e sua energia. Eu espero que vocês julguem vocês mesmos não apenas pelas suas realizações profissionais individuais, mas também pelo quanto vocês se dedicaram às mais profundas desigualdades do mundo ... pela forma que vocês trataram as pessoas que estão a um mundo de distância que não têm nada em comum com você, a não ser a humanidade.

Boa sorte.


Tradução: Cesar Paulo Andrade
Inglês







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